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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Proteção Civil e Engenharia Militar Evitaram Maiores Prejuízos em Espinho


O presidente da Câmara de Espinho fez um "balanço tranquilo" dos efeitos do mau tempo no concelho, destacando a intervenção atempada da Proteção Civil e a colaboração "inexcedível" do Regimento de Engenharia local, que permitiram limitar os prejuízos.

"Já sabemos como o nosso mar costuma reagir e atuámos de forma precatada nas zonas mais frágeis do concelho", declarou Pinto Moreira à Lusa. "Os nossos bombeiros foram incansáveis e o Regimento de Engenharia, em particular, foi absolutamente inexcedível na cedência de meios logísticos e da maquinaria pesada que permitiu construir as valas e os suportes de areia que ajudaram a conter o mar", garante.

O autarca realça ainda que envolvimento dos militares nas operações de defesa da linha de costa se verificou "sempre de forma rápida e eficaz, mesmo num período festivo como o da passagem do ano", quando a agitação marítima se revelava mais devastadora.

Para o vereador Quirino de Jesus, que coordena os serviços de Proteção Civil em Espinho, as principais ocorrências negativas desde o final de 2013 foram a inundação de duas casas do bairro piscatório de Silvalde e de três estabelecimentos comerciais em Paramos, junto à capela de S. João.

Esta segunda-feira o mar invadiu também dois bares de praia no centro da cidade, mas, no restante, não se concretizaram as piores expectativas, relacionadas com a previsão de ondas de 16 metros, que não chegaram a verificar-se.

"Não houve prejuízos de maior nem quaisquer feridos", assegura Quirino de Jesus. "Mas continua a existir um cordão de areia em toda a frente da linha de costa do bairro piscatório e no lado a norte da capela de Paramos", acrescenta o vereador.

Fonte:JN


quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Balanço da Época de Incêndios Florestais


A época mais crítica em incêndios florestais terminou esta segunda-feira com 9 mortos, 120 mil hectares de área ardida, a maior dos últimos três anos, e 73 detidos pela Polícia judiciária. 

Agosto, particularmente a última quinzena, foi um mês devastador, tendo as chamas consumido 85.663 hectares de florestas e provocado a morte a oito bombeiros e a um civil, continuando ainda internados outros oito bombeiros. 

Os bombeiros mortos este ano no combate a incêndios florestais ultrapassam a média anual de três mortes verificada desde 1980, disse à agência Lusa o diretor nacional de bombeiros, da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), Pedro Lopes. Comparando com 2012, este ano morreram mais quatro bombeiros.  
Devido à vaga de incêndios que assolou o país em agosto, Portugal teve necessidade de receber apoio de cinco meios aéreos de Espanha e França através de acordos bilaterais e dois aviões canadair croatas no âmbito do Mecanismo Europeu de Proteção Civil. 

Dados divulgados à Lusa pela ANPC indicam que 29 de agosto foi o dia com maior número de incêndios, tendo-se registado 399 ocorrências de fogo, dos quais 46 por cento ocorreram durante a noite. 

Já o dia com maior número de operacionais envolvidos foi a 28 de agosto, tendo estado no combate às chamas um total de 10.362 operacionais, adianta a ANPC

Segundo a Proteção Civil, entre 01 de janeiro e 24 de setembro registaram-se 19.237 incêndios, que envolveram 366.178 operacionais e 96.862 meios terrestres. 

O último relatório do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) refere que a área ardida aumentou este ano 13 por cento em relação a 2012, tendo os incêndios florestais consumido, até 15 de setembro, um total de 121.168 hectares. 

A aérea ardida deste ano é superior aos dos últimos três anos e, na última década, é apenas superada em 2003, 2005 e 2010. 

O maior incêndio deste ano começou a 09 de julho no concelho de Alfândega da Fé, Bragança e estima-se que terá consumido uma área de 14.912 hectares, dos quais cerca de 11.980 são espaços florestais, de acordo com o ICNF. 

Outros grandes incêndios deflagraram no distrito de Viseu, nomeadamente o que atingiu a serra do Caramulo. 

A Polícia Judiciária deteve este ano 73 pessoas pelo crime de incêndio florestal, mais 17 do que 2012, quando foram detidos até ao final de setembro 56. 

Segundo a PJ, 64% (47) dos detidos ficaram em prisão preventiva. A GNR identificou este ano 463 suspeitos de fogo posto e registou 1.826 contraordenações por crime de fogo, designadamente por falta de limpeza de mata.
Fonte: NM

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Incêndios Aviões Franceses e Croatas Terminaram Missão em Portugal



A missão de meios aéreos franceses e croatas, na ajuda ao combate aos incêndios florestais em Portugal, terminou na terça-feira, disse hoje à agência Lusa fonte da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC). 

Segundo a mesma fonte, os três aviões Canadair franceses e dois croatas deixaram hoje a base área de Monte Real. 

No âmbito do acordo bilateral que Portugal acionou com França, dois Canadair franceses estavam a atuar no combate aos incêndios florestais desde 22 de agosto, tendo sido a missão reforçada com um outro aparelho no passado sábado. 

Os dois aviões Canadair croatas estavam a atuar no país desde sábado, em resposta a um pedido de ajuda das autoridades portuguesas, lançado ao Mecanismo Europeu de Proteção Civil. 

Os meios aéreos franceses e croatas estavam em Portugal devido à vaga de incêndios que tem assolado o país desde agosto, e que já causaram a morte a seis bombeiros. 

O último relatório provisório sobre os incêndios florestais indica que o mês de agosto registou valores superiores às médias dos últimos dez anos, quer no número de ocorrências, quer da correspondente área ardida mensal. 

Em agosto registaram-se 7.283 ocorrências de fogo, cerca de 52 por cento do total, que resultaram em 72.284 hectares ardidos, aproximadamente 77 por cento da área consumida pelas chamas até à data. 

Os incêndios florestais consumiram, até ao final de agosto, uma área de 94.155 hectares, mais 25% do que em igual período de 2012, segundo o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas. 

O mesmo documento adiante ainda que, entre 01 de janeiro e 31 de agosto, foram registadas 14.143 ocorrências de fogo, menos 1.690 do que no mesmo período de 2012.

Cada ‘HÉLI’ Custa 1600€ por Hora



O Governo tinha previsto gastar este ano 74 milhões de euros no combate aos fogos florestais, mas a vaga de incêndios das três últimas semanas de agosto e desta semana de setembro fizeram disparar as despesas, sobretudo com meios aéreos e deslocação de milhares de bombeiros para as zonas mais afetadas.

Só pelos incêndios do Caramulo que ontem voltaram a reacender-se já passaram mais de 15 mil combatentes de todo o País. 

Os helicópteros Kamov gastam 1600€por hora, mas têm grande capacidade de transportar água para depois despejar sobre as chamas.

A este valor somam 1000€ só para levantar.

Área ardida é superior a 25% à do ano passado.  

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Oito em Cada Dez Bombeiros São Voluntários



Dos 29 mil bombeiros "que efectivamente combatem incêndios ou estão disponíveis para o tipo de missões a que os bombeiros têm que responder", apenas seis mil são profissionais, disse à agência Lusa o diretor nacional de bombeiros, da Protecção Civil

Ou seja, de acordo com estes dados da Autoridade Nacional de Protecção Civil, oito em cada dez bombeiros no terreno para ocorrências em áreas urbanas e incêndios florestais são voluntários. 

Do número total de serviços que os bombeiros fazem por ano, apenas cerca 5 % são incêndios florestais. "Neste momento, o total de elementos do quadro activo e do quadro de comando, os que efectivamente combatem incêndios ou estão disponíveis para o tipo de missões a que os bombeiros têm que responder, são 29 242 elementos, e o número total de bombeiros profissionais ronda os seis mil", afirmou Pedro Lopes, director nacional de bombeiros

Para o responsável, "o peso que os bombeiros voluntários têm em Portugal -- e que continuarão a ter é a sorte deste país". "Com um número de incêndios como aquele que temos [que enfrentar], era impensável ter uma estrutura profissional que conseguisse dar uma resposta eficaz. A frequência de incêndios que tem havido diariamente é aberrante e inacreditável num país com uma área como a que tem Portugal", acrescentou. 

Para além deste número, acrescentou o responsável, "existe ainda um número significativo de elementos no quadro de honra (7 295) e no quadro de reserva (13 819), e ainda os elementos que estão nas escolas de formação (13 443), os potenciais bombeiros do futuro, que são a garantia de que continuaremos a ter bombeiros para satisfazer as necessidades de amanhã". 

"Não é por falta de bombeiros que estamos a ter dificuldades. Estamos a ter dificuldades pelo número exageradíssimo de incêndios que [estão a ocorrer]", defendeu o responsável. 

Questionado sobre o impacto que a crise económica está a ter nas associações humanitárias de bombeiros, Pedro Lopes reconheceu que "há corporações com gravíssimos problemas financeiros", mas garantiu que "não foi por dificuldades financeiras que a eficácia da resposta foi posta em causa". 

O responsável defendeu que "importa que seja repensado todo o trabalho que a associação presta e as condições que tem para prestar esse trabalho, [nomeadamente] a forma como há o ressarcimento das despesas que a associação enfrenta". 

"A autoridade está disponível para toda a colaboração necessária no sentido de conseguirmos ter o número de corpos de bombeiros adequado ao país e ao risco que o país enfrenta, e dar condições às associações que suportam esses corpos de bombeiros para poderem levar por diante a sua missão", disse. Contudo, afirmou, também há casos de corporações "sobredimensionadas" e "é óbvio que não vai haver condições para sustentar essa situação".

Fonte:noticiasaominuto

Na Salvaguarda da Vida Humana um FALCON 50 da Força Aérea




Na salvaguarda da vida humana, um FALCON 50 encontra-se preparado para descolar do Aeródromo de Trânsito Nº1 (AT1) - Figo Maduro - para efetuar uma missão de transporte de órgãos humanos para transplante.

A prontidão e intervenção da tripulação e do pessoal de apoio é determinante para dar resposta a esta missão de extrema urgência, em que a velocidade corre contra o tempo. 

A aeronave empenhada, o FALCON 50, possui as características e capacidades necessárias para este tipo de missão, como seja a velocidade, o alcance, a rápida reconfiguração, acondicionamento e transporte adequado quer da carga, quer dos profissionais de saúde.

   Fonte: Força Aérea

Petição Reivindica a Criação de Bombeiros Que Façam Prevenção



A petição sobre a gestão do fogo foi lançada por um grupo de técnicos e investigadores, entre os quais o especialista Paulo Fernandes do Centro de Investigação e de Tecnologias Agroambientais e Biológicas (CITAB), da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), de Vila Real. 

Os autores e os subscritores deste abaixo-assinado defendem a criação de um corpo profissional de bombeiros florestais e a aposta na prevenção dos incêndios. 

Desta forma, acreditam, seria possível reunir e desenvolver competências dispersas, aumentar a eficácia dos programas antifogos e diminuir a relação custo benefício do combate às chamas. Os bombeiros florestais profissionais deveriam reunir e desenvolver competências da Força Especial de Bombeiros, nos sapadores florestais, no Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS) da GNR, e Grupo de Análise e Uso do Fogo (GAUF). 

Um grupo de técnicos e investigadores lançou uma petição, que já foi subscrita por cerca de 600, que alerta para a necessidade urgente de criar um corpo de bombeiros florestais e de apostar na prevenção. 

Este corpo seria progressivamente expandido, ao mesmo tempo que as corporações de bombeiros voluntários progressivamente se dedicariam a tarefas estritas de proteção civil, aumentando assim a eficácia e diminuindo a relação custo-benefício do combate aos incêndios florestais. 

O documento da petição refere ainda que esta surge num momento em que “é amplo o consenso sobre o desequilíbrio existente na repartição dos recursos disponíveis em Portugal para o combate e para a prevenção de incêndios”. 

Além disso, aponta que “as evidências acumuladas de várias décadas mostram também que o atual modelo e filosofia de combate aos fogos florestais se centra excessivamente na proteção civil descurando a proteção florestal”. Para o investigador Paulo Fernandes, Espanha seria um modelo a seguir. 

No país vizinho, bombeiros especializados são simultaneamente responsáveis no terreno pelo combate e por medidas de prevenção, como o fogo controlado. 

Em Portugal, o especialista evidencia também a “falta de eficácia no combate e na prevenção”. “Ao longo destes anos, a evolução dos resultados das políticas de prevenção e combate a fogos foi muito reduzida. Mas não é forçoso que assim seja porque em 2004 e 2005 a proposta que serviu de base ao Plano Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios sugeria estas e outras medidas estruturais, que poderiam estar já a dar resultados, caso tivessem sido seguidas”, salientou. 

Oito anos depois, o responsável revelou por exemplo que, na altura da proposta, “o Estado despendia cerca de 35 milhões de euros no combate aos incêndios, valor que, em 2013, mais do que duplicou, sem melhorias visíveis nos resultados alcançados”. 

Entre as medidas defendidas pelos peticionários, constam ainda a criação de um programa de gestão estratégica de combustíveis para tratar cerca de 5 a 10% do espaço florestal, por ano, com o apoio do corpo de bombeiros florestais profissionais, e a transferência parcial e progressiva das verbas atualmente destinadas ao combate para o mesmo programa de gestão estratégica de combustíveis. 

 Até hoje assinaram a petição, que será remetida à Assembleia da República, 609 pessoas.

   Fonte:noticiasaominuto

domingo, 1 de setembro de 2013

A Industria dos Incêndios Por José Gomes Ferreira




Oficialmente, continua a correr a versão de que não há motivações económicas para a maioria dos incêndios. 

Oficialmente continua a ser dito que as ocorrências se devem a negligência ou ao simples prazer de ver o fogo. 

A maioria dos incendiários seriam pessoas mentalmente diminuídas. Mas a tragédia não acontece por acaso. 

Vejamos: 

1 - Porque é que o combate aéreo aos incêndios em Portugal é TOTALMENTE concessionado a empresas privadas, ao contrário do que acontece noutros países europeus da orla mediterrânica? 

Porque é que os testemunhos populares sobre o início de incêndios em várias frentes imediatamente após a passagem de aeronaves continuam sem investigação após tantos anos de ocorrências? 

Porque é que o Estado tem 700 milhões de euros para comprar dois submarinos e não tem metade dessa verba para comprar uma dúzia de aviões Cannadair

Porque é que há pilotos da Força Aérea formados para combater incêndios e que passam o Verão desocupados nos quartéis? Porque é que as Forças Armadas encomendaram novos helicópteros sem estarem adaptados ao combate a incêndios? Pode o país dar-se a esse luxo? 

 2 - A maior parte da madeira usada pelas celuloses para produzir pasta de papel pode ser utilizada após a passagem do fogo sem grandes perdas de qualidade. No entanto, os madeireiros pagam um terço do valor aos produtores florestais. Quem ganha com o negócio? 

Há poucas semanas foi detido mais um madeireiro intermediário na Zona Centro, por suspeita de fogo posto. Estranhamente, as autoridades continuam a dizer que não há motivações económicas nos incêndios...

3 - Se as autoridades não conhecem casos, muitos jornalistas deste país, sobretudo os que se especializaram na área do ambiente, podem indicar terrenos onde se registaram incêndios há poucos anos e que já estão urbanizados ou em vias de o ser, contra o que diz a lei. 

 4 - À redacção da SIC e de outros órgãos de informação chegaram cartas e telefonemas anónimos do seguinte teor: "enquanto houver reservas de caça associativa e turística em Portugal, o país vai continuar a arder". Uma clara vingança de quem não quer pagar para caçar nestes espaços e pretende o regresso ao regime livre. 

 5 - Infelizmente, no Norte e Centro do país ainda continua a haver incêndios provocados para que nas primeiras chuvas os rebentos da vegetação sejam mais tenros e atractivos para os rebanhos. Os comandantes de bombeiros destas zonas conhecem bem esta realidade. 

Há cerca de um ano e meio, o então ministro da Agricultura quis fazer um acordo com as direcções das três televisões generalistas em Portugal, no sentido de ser evitada a transmissão de muitas imagens de incêndios durante o Verão. O argumento era que, quanto mais fogo viam no ecrã, mais os incendiários se sentiam motivados a praticar o crime… 

Parte Participei nessa reunião. Claro que o acordo não foi aceite, mas pessoalmente senti-me indignado. Como era possível que houvesse tantos cidadãos deste país a perder o rendimento da floresta e até as habitações e o poder político estivesse preocupado apenas com um aspecto perfeitamente marginal? 

Estranhamente, voltamos a ser confrontados com sugestões de responsáveis da administração pública no sentido de se evitar a exibição de imagens de todos os incêndios que assolam o país. 

Há uma indústria dos incêndios em Portugal, cujos agentes não obedecem a uma organização comum mas têm o mesmo objectivo, destruir floresta porque beneficiam com este tipo de crime. Estranhamente, o Estado não faz o que poderia e deveria fazer: 

 1 Assumir directamente o combate aéreo aos incêndios o mais rapidamente possível. Comprar os meios, suspendendo, se necessário, outros contratos de aquisição de equipamento militar

2 Distribuir as forças militares pela floresta, durante todo o Verão, em acções de vigilância permanente. (Pelo contrário, o que tem acontecido são acções pontuais de vigilância e combate às chamas). 

3 Alterar a moldura penal dos crimes de fogo posto, agravando substancialmente as penas, e investigar e punir efectivamente os infractores. 

4 Proibir rigorosamente todas as construções em zona ardida durante os anos previstos na lei. 

5 Incentivar a limpeza de matas, promovendo o valor dos resíduos, mato e lenha, criando centrais térmicas adaptadas ao uso deste tipo de combustível. 

6 E, é claro, continuar a apoiar as corporações de bombeiros por todos os meios. Com uma noção clara das causas da tragédia e com medidas simples mas eficazes, será possível acreditar que dentro de 20 anos a paisagem portuguesa ainda não será igual à do Norte de África. 

Se tudo continuar como está, as semelhanças físicas com Marrocos serão inevitáveis a breve prazo.

Autor: José Gomes Ferreira

Petição para Aquisição de Meios Aéreos Pesados de Luta Contra os Incêndios e para Venda dos Submarinos





Para: Assembleia da Republica, Primeiro-Ministro, Ministro da Administração Interna, Presidente da Republica 

 Todos anos é a mesma vergonha, desolação e tristeza : o património natural de Portugal, a floresta, fica cada vez mais reduzida a cinzas. 

Mal as temperaturas ultrapassam os 30 graus, o cenário repete-se. 

O nosso país é o campeão europeu da área ardida total! 

O nosso país é o campeão da área ardida por incêndio. 2003 e 2005 não serviram para nada. 

A presente petição não pretende resolver todas as componentes deste problema complexo que são os incêndios florestais em Portugal. 

Esta petição pretende centrar-se na vertente do combate aos incêndios florestais. 

Em países que conseguiram conter este problema, traduzindo-se por uma área ardida reduzida em relação a Portugal, destacam-se dois elementos fundamentais, comuns a esses estados

Estes países têm MEIOS AÉREOS PESADOS PRÓPRIOS, comprados, que podem descarregar várias toneladas de água, aviões CANADAIR que descarregam de uma só vez 6000 litros de água.

Estes países usam estes meios aéreos pesados logo no início dos incêndios e em força. Exemplos de frotas existentes

 França : 22 aviões pesados
Itália : 16 aviões pesados 
Espanha : 17 aviões pesados 
Grécia : 24 aviões pesados 
Portugal : 2 aviões pesados alugados 

Em Portugal, a maior parte da nossa frota de meios aéreos é alugada e composta por helicópteros com capacidade de 1000 litros ou menos, só temos 2 aviões pesados e quando as temperaturas ultrapassam os 30 graus pedimos aos outros países que mandem os aviões pesados deles pois os nossos helicópteros para nada servem. 

Se pedimos aos outros países é porque achamos esses meios necessários, porque é que então não temos nós meios próprios deste tipo, dos mais eficientes ? 

PORTUGAL PRECISA DE COMPRAR AVIÕES PESADOS, COMO OS OUTROS PAÍSES, PARA DEFENDER AS FLORESTAS E AS POVOAÇÕES. PORQUE SERÁ QUE OS NOSSOS GOVERNANTES SÃO AUTISTAS ? 

PORQUE SERÁ QUE OS NOSSOS GOVERNANTES NÃO TÊM AMOR PRÓPRIO E ESTAM SEMPRE A PEDIR AOS ESPANHÓIS, AOS FRANCESES, AOS ITALIANOS, AOS GREGOS QUE MANDEM AVIÕES? 

E AO MESMO TEMPO MENTEM DESCARADAMENTE E INSULTAM O POVO, AS VÍTIMAS DOS INCÊNDIOS AO AFIRMAR QUE OS MEIOS NACIONAIS SÃO SUFICIENTES ? 

PORQUE SERÁ QUE OS NOSSOS GOVERNANTES INVESTEM O DINHEIRO PUBLICO EM SUBMARINOS E ESTÁDIOS DE FUTEBOL, EM AUTO-ESTRADAS INÚTEIS EM VEZ DE GASTÁ-LO EM MEIOS DE DEFESA DO NOSSO PATRIMÓNIO NATURAL ? 

Nós, cidadãos portugueses, porque estamos fartos de ver o nosso património natural sacrificado ano após ano e não queremos ver o nosso país transformado num deserto.

Estamos conscientes que, com as alterações climatéricas e o aquecimento global, os Verões vão tornar-se cada vez mais quentes e os incêndios cada vez mais numerosos e gravosos.

Porque temos orgulho e não queremos depender dos outros países como coitadinhos sempre que chega o verão.

Achamos que investir na defesa do nosso património natural não é desperdício de dinheiro e é muito mais sensato que terceiras travessias, submarinos, estádios, etc..

Constatamos que outros países mais desenvolvidos do que nós já investiram nesses meios há muitos anos com êxito.

Pedimos solenemente, através esta petição, ao Governo, ao Presidente da República, ao Parlamento: Que o governo Português faça a aquisição de 10 aviões pesados de combate aos incêndios.

Que, se for necessário para o efeito, venda os submarinos que não servem para nada e poupe nas obras de betão cuja necessidade não está claramente demonstrada.


Incendiário do Caramulo Ateou Fogos para se Vingar da GNR



A Polícia Judiciária deteve hoje um homem de 20 anos «fortemente suspeito» de ter ateado um incêndio florestal «de grandes dimensões» na serra do Caramulo, distrito de Viseu, e no qual «morreram dois bombeiros». 

Fonte oficial da Polícia Judiciária (PJ) disse à agência Lusa que o «suspeito, agindo em colaboração com um outro indivíduo, este emigrante e atualmente no estrangeiro, ateou vários focos de incêndio na Serra do Caramulo, nos concelhos de Vouzela e Tondela, no dia 20 de agosto, que se transformaram num fogo de grandes dimensões e em cujo combate perderam a vida dois bombeiros». 

A mesma fonte disse à agência Lusa que o suspeito, de 20 anos e desempregado, terá agido por vingança, depois de lhe ter sido aplicada uma multa pela GNR

«A Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal de Aveiro e da Diretoria do Centro, com a colaboração do Núcleo de Proteção Ambiental da GNR de Viseu de Santa Comba Dão, identificou e deteve um homem fortemente suspeito de um crime de incêndio florestal», disse a mesma fonte.

Será presente no sábado à autoridade judiciária competente para primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação tidas por adequadas. 

A PJ já deteve este ano 52 pessoas pela eventual prática do crime de incêndio florestal. Trinta destes detidos estão em prisão preventiva. 

Dois incêndios de grandes dimensões destruíram a Serra do Caramulo nos últimos dias. 

O último destes grandes focos foi dominado hoje, às 19:09. Apesar de estar dominado, a Autoridade Nacional da Proteção Civil, através da sua página na internet, mantém a informação de que estavam no no terreno mais de 800 operacionais e mais de 200 veículos.

Fonte:CM

sábado, 31 de agosto de 2013

Como Agir e Prevenir Incêndios Florestais




No ano passado arderam, em Portugal, mais de 100 mil hectares de floresta, o equivalente a 100 mil estádios de futebol

Se mora numa área florestal, pode tomar medidas para prevenir incêndios ou, pelo menos, para minimizar as suas consequências. 

A Autoridade Nacional de Proteção Civil recomenda que  limpe o mato à volta de sua habitação, que separe as culturas com barreiras corta-fogo, (por exemplo, um caminho), que guarde, num lugar seguro e isolado, a lenha, o gasóleo e outros produtos inflamáveis, que avise as autoridades se existir lixo acumulado próximo das habitações.

Prepare e treine com a sua família um plano de evacuação da sua casa, assim como um ponto de encontro ou um modo de contacto, para evitar ficarem separados durante um incêndio. 

Tenha sempre à mão algo com que possa extinguir um foco de incêndio (extintor, mangueira, enxadas, pás). 

Convém ainda ter de reserva um rádio, uma lanterna a pilhas e pilhas de reserva, material de primeiros socorros e sapatos fortes e isolantes do calor. 

Em caso de incêndio, deve ligar para o número nacional de emergência (112), para a linha de proteção à floresta (117) ou os bombeiros da sua área.

Fonte: DECO

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Campanha Pede 1 Euro para os Bombeiros Portugueses




No dia em que morreu mais uma bombeira no combate às chamas, foi lançada uma campanha solidária no Facebook, que apela aos portugueses para que no próximo sábado, dia 31, se dirijam à corporação de bombeiros da sua área de residência e deixem um euro. 

A ideia do criador do evento na rede social, Pedro Fonseca, é que o dinheiro conseguido seja usado para que os corpos de bombeiros "comprem carros-tanque, mangueiras, material de proteção ou de comunicação, ou o que quer que faça falta."
 "Vamos ajudar nós aqueles que têm como um dos lemas a seguinte frase: Não sabemos se voltamos, mas vamos sempre" é o apelo lançado. 


O promotor da iniciativa relevou, no Facebook, já ter enviado um email às associações de bombeiros a pedir que a informação sobre a campanha fosse enviada às corporações para que depois de amanhã tenham uma caixa ou alguém disponível para receber os donativos.

Maquinas de Rastos do Exército Apoiam Combate aos Incêndios




Dois destacamentos de engenharia do Exército estão apoiar o combate ao incêndio que lavra na Serra do Caramulo desde quarta-feira, 28 de agosto, com máquinas de rasto e outro equipamento para proteger as populações. 

O fogo atravessou durante esta madrugada várias zonas habitadas dos concelhos de Tondela e Águeda. Nesta altura o fogo está a ser combatido por mais de 500 bombeiros apoiados por 139 viaturas, quatro aviões bombardeiros e um helicóptero. 

A Autoridade Nacional de Protecção Civil já confirmou que parte da ajuda de Espanha que chegou a Portugal esta manhã vai ser canalizada para este incêndio. 

Na Serra do Caramulo há uma grande dispersão de habitações, aldeias, pequenas aldeias e algumas casas isoladas. Durante a madrugada foi retirada de casa a população de seis aldeias. 

Além da floresta e mato, o fogo já destruiu casas, bens, alfaias agrícolas e campos de cultivo. Alguns populares contactados pelo Jornal do Centro descrevem a serra nesta altura como um cenário de “guerra e “devastação” em que tudo está “pintado de negro”. O Caramulo está a ser fustigado pelo fogo desde o dia 21 de agosto. 

No combate já morreram dois bombeiros. Uma bombeira de Alcabideche, Ana Rita Pereira, de 24 anos, morreu no dia 22. O bombeiro do Estoril Bernardo Figueiredo, de 23 anos, que estava no mesmo grupo de Ana Rita, ficou gravemente ferido no dia em que a colega morreu, tendo falecido cinco dias depois.

Marido Traído Lança Dez Fogos por Ciúmes de um Bombeiro



Mulher trocou-o por um bombeiro e ele resolveu vingar-se ateando chamas para serem combatidas pelo rival.

O "Correio da Manhã" escreve hoje que "revoltado e cheio de cíumes por a mulher o ter trocado por um bombeiro, o homem de 23 anos resolveu vingar-se do casal. Alcoolizado, pegou num isqueiro e ateou um fogo numa zona de mato, em Resende, no dia 20.

As chamas desesperaram os bombeiros e queimaram oito hectares. 

O incendiário, que agora foi detido pela Polícia Judiciária, é ainda suspeito de mais uma dezena de incêndios. 

Presente a um juiz, ficou em prisão preventiva. 

Apaixonada por um bombeiro, a mulher tinha deixado o pirómano e resolveu refazer a sua vida.

Agora, o objetivo do homem que se sentiu traído era dar trabalho às corporações, e em especial ao bombeiro com quem a ex-mulher estava a manter uma relação amorosa".


Luto Nacional Homenagem aos Bombeiros Falecidos em Combate



As mensagens de condolências aos bombeiros falecidos no combate aos incêndios neste verão têm sido inúmeras nas redes sociais e foi agora criada uma iniciativa que apela ao luto nacional. 

Na página do Facebook veja mais fotos de bandeiras exclusivas em Obrigado Bombeiros Portugueses, é pedido aos seguidores que participem numa homenagem de luto nacional pelos bombeiros. 

O apelo é para que se coloque uma bandeira nacional na janela, com um pano preto, em luto nacional pelos bombeiros falecidos. 

Com quase 113 mil seguidores, são já muitas as imagens publicadas na página de todos aqueles que aderiram à iniciativa.

Helicóptero Kamov de Combate aos Fogos Florestais Aterra de Emergência



Um helicóptero Kamov que combatia um incêndio aterrou esta quarta-feira de emergência no aeródromo de Viseu, devido a um problema mecânico, mas sem causar feridos, disse à Lusa fonte do Comando Nacional de Operações de Socorro (CNOS) de Lisboa.

 «Tratou de uma situação pontual. O helicóptero teve uma falha mecânica e foi forçado a aterrar no aeródromo de Viseu pelas 19:20 devido a um problema mecânico», afirmou o adjunto nacional de operações, Miguel Cruz. 

 Aquando da aterragem, estavam no interior do aparelho dois pilotos e «ambos estão bem», sem qualquer ferimento, acrescentou o responsável. 

 O helicóptero mantém-se no aeródromo de Viseu onde vai ser reparado, segundo Miguel Cruz. Este helicóptero estava a combater um incêndio que lavra desde as 11:47 da manhã na localidade de Bigas/Lordosa, no distrito de Viseu. Pelas 20:50, combatiam este fogo com uma frente ativa 122 operacionais e 31 veículos, de acordo com a informação disponível na página da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

Fonte:Lusa