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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Guardas Prisionais Deixam Exigências na Direcção-Geral


Dirigentes do Sindicato Independente do Corpo da Guarda Prisional (SICGP) entregaram na Direcção-Geral dos Serviços Prisionais (DGSP) uma lista com "insatisfações" que estão a causar "descontentamento" nos guardas prisionais, disse à Lusa o presidente do sindicato. 

"Escalas ilegais, excesso de horas extraordinárias realizadas e não remuneradas, falta de meios materiais e humanos, que chegam a pôr em causa o corpo de guardas prisionais quando fazem diligências no exterior, e parque prisional obsoleto" são alguns dos problemas com que os guardas prisionais se confrontam, que querem ver resolvidos e que constam do documento, acrescentou Júlio Rebelo. 

Trata-se de "problemas que duram há bastante tempo e que têm que ser resolvidos", disse. A entrega do documento nas instalações da DGSP, em Lisboa, ocorreu durante uma vigília organizada por este sindicato em frente às instalações daquela direção-geral em na qual participaram "mais de meia centena de guardas prisionais", referiu o sindicalista.

"O sindicato decidiu fazer esta vigília porque, até hoje, o diretor-geral dos Serviços Prisionais não satisfez um um pedido de reunião que lhe solicitámos a 10 de setembro", observou o sindicalista. 

O documento foi entregue a um responsável da DGSP, dado que o diretor geral Rui Sá Gomes se ausentou para Alcoentre, "o que demonstra que não teve interesse em receber os guardas prisionais", segundo o sindicato.

Fonte:Lusa

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Guarda Prisional Anuncia Periodos de Greve na Prisão da Carregueira



O Sindicato Independente do Corpo da Guarda Prisional (SICGP) anunciou que vai avançar até dezembro com dois períodos de greve no Estabelecimento Prisional da Carregueira, em Sintra. 

O presidente do SICGP, Júlio Rebelo, disse à agência Lusa que os guardas prisionais foram confrontados com «alterações aos tempos de trabalho» que passam por «obrigar» o efetivo a fazer horários mais prolongados, chegando, nalguns casos, a trabalhar 18 horas seguidas. 

«No total, um guarda prisional recebe 170 horas mensais, mas um elemento do corpo de guardas chega a trabalhar 240 horas por mês. Já não recebemos essas horas e agora querem aumentar o horário de trabalho, o que poderá fazer com que um guarda trabalhe 18 horas seguidas», disse o sindicalista à Lusa. 

Júlio Rebelo adiantou que os guardas prisionais do estabelecimento, onde se encontra o ex-autarca de Oeiras, Isaltino Morais, e os detidos do processo Casa Pia, vai avançar com dois períodos de greve de vinte dias cada entre 10 de outubro e 31 de dezembro. 

O sindicato referiu ainda que há outro conjunto de situações contestadas pelos guardas, como «a falta de condições de segurança no trabalho, a falta de uma messe ou o facto de estarem impedidos de contactar via telemóvel com o exterior quando se encontram ao serviço na zona prisional». 

Júlio Rebelo contestou ainda o facto de «os guardas não terem uma zona para estacionar as suas viaturas», adiantando que vários veículos já foram alvo de furtos por se encontrarem no exterior do estabelecimento prisional.